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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Força de uma Amizade

Novamente estamos entre a distância e o tempo, a combinação mais destrutiva para relações onde não há força, mas seguimos fortemente de mãos dadas. E por mais que a distância seja de proporções oceânicas, largar sua mão seria desistir daquele sorriso que me traz alegria, daquele abraço que me traz segurança, daquelas palavras que me confortam. Largar sua mão seria desistir da felicidade. Em cada lembrança deixada, vejo um motivo novo para sorrir. Esses motivos se estenderam durante o tempo, perpetuando nossa amizade até que, por fim, nos reencontraremos para renovar nossas lembranças.   Uma homenagem a Tamyris Vieira Caser, uma grande amiga
Novamente estamos entre a distância e o tempo, a combinação mais destrutiva para relações onde não há força, mas seguimos fortemente de mãos dadas.
E por mais que a distância seja de proporções oceânicas, largar sua mão seria desistir daquele sorriso que me traz alegria, daquele abraço que me traz segurança, daquelas palavras que me confortam.
Largar sua mão seria desistir da felicidade.
Em cada lembrança deixada, vejo um motivo novo para sorrir.
Esses motivos se estenderão durante o tempo, perpetuando nossa amizade até que, por fim, nos reencontraremos para renovar nossas lembranças.

Uma homenagem a Tamyris Vieira Caser, uma grande amiga

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A Notícia

Sinto-me como se ela quisesse me falar algo que sabe que poderá me machucar, mas não consegue me dizer, então, aos poucos ela vem deixando de lado aquele modo carinhoso e frequente que nos falávamos. 
Talvez ela apenas tenha deixado de gostar de mim, não quer me iludir ou algo assim.
Talvez a noticia que queira me dar seja algo forte demais para mim suportar, por isso ela vem me preparando, com frieza e poucas palavras, para uma notícia.
Talvez seja uma forma de me proteger.
Talvez tenha alguém ali dentro confundindo seus sentimentos, alguém novo que cresce junto com sua felicidade.
Talvez tenha trago algo junto, então é melhor mudar de assunto.
Mas talvez seja algo oficial... Como formam um belo casal.
Talvez, isso é o que me mata, esse talvez.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O menino do poço

Sabe quando dizem que vocês foram ao fundo do poço e conseguiram voltar? Vocês foram a minha casa. Nunca sai do poço, no escuro, úmido, sozinho... Sem saber como é está fora dele. Vejo tantos reclamarem por passar por aqui e dizerem que foi o pior momento de suas vidas... Sinto-me como se eu não tivesse vivido até então. Será que essa lagrimas com qual eu encho esse poço e mato a sede de muita gente um dia irá me afogar? Será que essa escuridão vai me consumir? Será que a solidão levara minha única companhia que é a sanidade? Por que ninguém me tira desse profundo poço de lagrimas que é a minha vida? Seria pedir muito um sorriso? ... Não sei, pois nunca vivi o mundo fora desse poço que é a minha vida.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Enquanto eu ainda dormia

Enquanto eu ainda dormia...
Eu observava a água cristalina do mar dos meus sonhos sendo refletida em sua face, você sorri e me pergunta:
“O que foi? Meu rosto está sujo?”, Sorrindo respondo “Você está linda!” E você sorria ainda mais como se, assim como eu, não quisesse que aquele momento acabasse.
Te abraçava e ouvia o seu “eu te amo” suave e preguiço enquanto você pegava no sono em meus braços.
Mas era apenas enquanto eu ainda dormia...
Você dizia “me abraça mais forte, quero me sentir mais segura”, te apertava carinhosamente e você voltava a cochilar enquanto o sol se punha... A noite cai e você parece acordar mais bela sobre o brilho da lua e então você me abraça dizendo “Sua vez de cochilar em meus braços, vou lhe abraçar e proteger-te de todo mal” e deixa meu corpo em êxtase com a felicidade que toma conta dos meus olhos que marejam-se em lagrimas e ali me deito sobre teu colo... Sinto seu abraço e me sinto seguro para lhe dizer “eu te amo” e antes que o sono tirasse minha consciência você sussurra em meu ouvido “Quando você acordar eu ainda te amarei”.
Mas era apenas enquanto eu ainda dormia...
Acordo e não a encontro, você não está aqui, nunca esteve... Agora as lagrimas não são mais de felicidade e são reais. Desejo dormir para sempre como num feitiço, para que pudesse perpetuar-me naquele sonho perfeito.

Mas foi apenas enquanto eu ainda dormia...

Por sonhar demais

Por sonhar demais, acreditei;
Por acreditar demais, me feri;
Por me ferir, sangrei;
Por sangrar, me vi ali fraquejando;
Por fraquejar, clamei por ajuda;
Por clamar, você surgiu me estendendo a mão;
Por estender-me a mão, lhe entreguei meu coração;
Por entregar-te meu coração, devolveu-me seu lindo sorriso;
Por me recompensar com seu sorriso, fantasiei em sonhos nós dois;

Por sonhar demais, acreditei... 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Uma lagarta chamada Tamys


Quando a vi não achei que fosse tão especial, era apenas uma pequena lagarta... Até tinha um pouco de beleza em suas cores, mas não era o suficiente e mesmo assim fiquei te observando atentamente e me encantei com a sua felicidade e simplicidade, vivendo alegremente em meio a ataques ferozes dos que queriam te fazer o mal ou dos que queria te usar para alcançar objetivos que nem ao menos te incluíam... Mas você sempre ali, espalhando alegria para quem quisesse ter...
E eu cada vez mais apaixonado por tamanha vontade de ser feliz acima de tudo.
Percebi com o tempo que havia uma casca que cobria toda a sua dor e angustia, um casulo, e ali eu já estava entregue a aquela pequena criatura que não exibia encanto algum para o resto do mundo, mas eu estava fascinado pela sua luta...
E em um belo dia, você se abriu pra mim e me mostrou toda sua beleza e eu fui grato a Deus por ter tido a chance de vê-la se tornar a mais bela, delicada e simples criatura que já havia visto.
A lagartinha virou uma bela borboleta.

A verdadeira beleza está por trás da casca do casulo
Espere o momento certo e ele se abrirá para você... Valerá muito a pena!